sábado, 20 de julho de 2013

Construção da rodovia derruba áreas verdes sem compensação às cidades vizinhas. Órgãos responsáveis pela obra ainda não definiram o impacto ambiental

Rodoanel provoca desmatamento na Serra da Cantareira sem recompensar municípios



A construção do trecho norte do Rodoanel continua desmatando áreas verdes da região da Cantareira sem que seja calculado o resultado do impacto ambiental. A obra que é realizada pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A) – sociedade econômica controlada pelo Governo do Estado de São Paulo – e licenciada pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) – ligada a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo –, deveria recompensar as cidades que ficam ao redor da obra.
A medida prevê que tanto São Paulo, quanto Guarulhos e Arujá, cidades afetadas diretamente pela construção, pleiteiem bonificação em dinheiro, mas ainda não receberam nenhuma quantia. Em contrapartida, a Dersa admitiu possuir uma quantia de R$ 25 milhões referente a um fundo estadual ambiental, que pode ser solicitado pelos municípios através de projetos formais.
Já Cetesb confirma que não há documento legal assinado entre o município de São Paulo e a Dersa, mas que existem compromissos firmados que comprovam o andamento das negociações, como a liberação de R$ 60 milhões para construção de parques municipais.
O trecho norte do Rodoanel, com previsão de término em 2016, vai atravessar sete parques municipais. Dois deles, o Parque Itaguaçu e Parque do Bispo, já estão em fase de desmatamento. Até o momento, menos de 1% dos 144 hectares de mata nativa da Serra da Cantareira foram devastados. O impacto do empreendimento não será maior porque uma parte será subterrânea.
Mapa do trecho norte do Rodoanel
Foto: guarulhosweb
Os parques do lado de São Paulo vão ser divididos pela estrada, o que causará um enorme dano tanto para a vegetação, quanto para os animais que vivem no local.

Cantareira é desmatada sem compensação em obras do Rodoanel

EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO





O desmatamento em curso de áreas municipais na Cantareira, por causa das obras do Rodoanel norte, está sendo feito sem a definição de qual será a contrapartida do estrago ambiental.
A obra é da Dersa, ligada ao governo do Estado. O licenciamento ambiental é feito pela Cetesb, também do governo estadual.
Tanto a cidade de São Paulo, quanto Guarulhos e Arujá, por terem áreas afetadas diretamente pelo empreendimento, têm direito a pleitear alguma recompensa, inclusive em dinheiro.
No caso da capital, a serra da Cantareira é uma região sensível do ponto de vista ambiental. O Rodoanel vai atravessar sete áreas onde existem parques municipais sendo implementados.
Dois deles, o do Itaguaçu e o do Bispo, começaram a ser ceifados pelas máquinas. A área, até agora, é pequena --menos de 1% dos 144 hectares de mata nativa que a obra vai destruir. O dano não será maior porque parte da estrada está enterrada em túneis.
Os parques do lado de São Paulo vão ser literalmente divididos pela estrada, o que causa um enorme impacto tanto para a vegetação quanto para a fauna local.
Editoria de Arte/Folhapress
Em todo o processo de licenciamento ambiental que corre na Cetesb, a agência ambiental paulista, não existe nenhum aval formal, da prefeitura paulistana, para que as matas da zona norte sejam derrubadas.
A funcionária pública que alertou o problema ao atual secretário Ricardo Teixeira (PV), por meio de um relatório interno ao qual a Folha teve acesso, está exonerada do serviço público.
No texto, técnicos antigos secretaria, ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato, pedem o embargo da obra do Rodoanel.
Eles dizem que não são contra a construção, mas que ela precisa ter contrapartida menos tímida ao ambiente.
O grande temor do grupo de técnicos e de vários ambientalistas é que os parques municipais da borda da Cantareira não sejam totalmente implementados pela prefeitura de São Paulo --o que deixaria a área ainda mais suscetível à invasão da cidade, que pressiona há décadas as matas nativas do local.
Quando um total de 11 parques da borda da Cantareira foram desenhados, na gestão anterior do secretário Eduardo Jorge (PV), o intuito era exatamente proteger a floresta que ainda existe em toda a serra da Cantareira.
Os parques serviriam como uma espécie de escudo ao parque Estadual da Cantareira, que está mais ao norte.

FONTE:Folha de São Paulo

Corretores vendem terrenos na Serra da Cantareira, em SP, e ensinam compradores a desmatar

Não é de hoje que na Serra da cantareira conflitos de interesses envolvendo, hoje, terras privadas ou áreas de APP´s, ocorrem desde a partilha do solo brasileiro ainda nas capitanias hereditárias.
 Desde lá pra cá, a cerca divide a terra no Brasil é sazonal. A ditadura é fundiária.

No Brasil falta a reforma agrária. E em São Paulo, começando pela CANTAREIRA...

Assim, nessa vertente, vasculhando detalhes dos desmatamentos nesta serra, achei esta notícia numa reportagem feita já a algum tempo, e milagrosamente pela rede globo, que mesmo sendo desta emissora, e a matéria ser parcial na edição, isentando governo paulista da responsabilidade direta na questão, como da sua não observação e da sua não fiscalização....

Deus salve a Cantareira, mesmo que já não mais inteira. ( R. Dias)

SÃO PAULO - A Serra da Cantareira, localizada no norte da Grande São Paulo e tida como a maior floresta em área urbana do mundo, está desaparecendo aos poucos, em pequenos focos que o satélite não consegue enxergar. Segundo um estudo da ONG SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a devastação ao redor do parque foi de cerca de 52 hectares, um volume 14 vezes maior do que no período de 2005 a 2008. Parte da devastação é atribuída à construção de condomínios e à instalação grandes de buffets em sítios. A TV Globo constatou que os corretores imobliários que vendem esses terrenos ensinam os compradores a desmatar. (Jornal da Globo: Veja o flagrante constatado pela equipe da TV Globo)




















Um produtor da emissora fingiu interesse em um terreno para montar um buffet em Mairiporã, município da Grande São Paulo. Por lei, só se pode mexer no lote depois da avaliação oficial sobre o que pode ou não ser derrubado, mas a corretora de imóveis diz que existe um outro jeito.
Produtor: "Pode tirar essas árvores todas?"
Corretora: "Não, isso aqui você tem que tirar, quem comprar, você já contrata uma pessoa, a gente mesmo indica e tira, porque se você for esperar a aprovação, não tira nunca aqui.Tem um senhor que a gente contrata ele, ele vem vai tirando um pouco por dia um pouquinho".
Produtor: "Sem perceber, né?".
Corretora: "É, sem perceber. Um pouco por dia aqui, um pouco por semana".
Produtor: "Para não chamar a atenção?".
Corretora: "É, não pode, porque vai pagar multa mesmo. Aqui é manancial, sabe?".
A consequência é o que os ambientalistas chamam de 'efeito formiga', quando a mata vai desaparecendo aos poucos.
- O levantamento que é realizado hoje pela SOS Mata Atlântica, pelo Inpe identificam áreas acima de três hectares e geralmente para esse tipo de ocupação a supressão da floresta é de um, 1,5 de hectare - afirma a diretora da ONG SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota.
- Quando o poder publico chega, o desmatamento já aconteceu, a floresta já foi suprimida e não tem mais o que fazer - explica Márcia.
Na região, há uma outra preocupação; a retirada da mata pode comprometer as nascentes que ajudam a encher a maior represa de São Paulo. Arautos do Evangelho
Um outro ponto da serra, em Caieiras, é motivo de disputa judicial. O conjunto de prédios é ocupado pelos Arautos do Evangelho, grupo ligado à igreja Católica. Quatro anos atrás, a área era coberta de mata nativa e ficou destruída, depois da derrubada de mais de 13 mil metros quadrados de floresta. Segundo o Ministério Público, foi desmatamento ilegal em topo de morro, área de preservação permanente.
- Não é possível à construção de qualquer imóvel que não seja de utilidade pública ou interesse social nessas áreas de preservação permanente - afirma a promotora de justiça, Cristina Freitas.
Agora, uma liminar impede a continuação das obras, que só começaram graças a licenças estaduais e municipais.
- O que se pede realmente é o reconhecimento da ilegalidade das licenças, com a sua consequente anulação, e a partir dai a demolição do templo, com a recuperação da vegetação ao seu estado anterior - explica a promotora de justiça, Ana Paola Ambra.
Os Arautos do Evangelho não se manifestaram. A propriedade deles é uma entre centenas no meio da Mata Atlântica, a floresta que cobria todo o litoral brasileiro, antes de começar a ser vista como um estorvo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/corretores-vendem-terrenos-na-serra-da-cantareira-em-sp-ensinam-compradores-desmatar-3194846#ixzz2Zcq16L4z 
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Evento marca inicio das obras do trecho norte do Rodoanel de São Paulo

12 março de 2013 às 5:02 pm
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O governador Geral Alckmin no canteiro de obras do trecho Norte do Rodoanel. Foto: Julien Pereira/Fotoarena/Folhapress
Com prazo previsto para terminar em 36 meses, a obra do trecho norte do Rodoanel de São Paulo foi iniciada hoje. A rodovia terá 44 quilômetros e deve tirar 17 mil caminhões por dia das marginais dos rios Tietê e Pinheiros.
O custo do projeto chega a R$ 5,6 bilhões, montante que será bancado pelo governo do Estado, governo federal com verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), realizou evento no Arujá (SP), uma das cidades por onde a rodovia vai passar, para marcar o início da obra, que é uma das principais bandeiras do governo de São Paulo e a maior intervenção rodoviária do país.
No palanque, estiveram vereadores e prefeitos da região, além de deputados estaduais e federais da bancada tucana. “Do total da obra, R$ 1 bilhão será para desapropriação e [construção de] conjuntos habitacionais para receber as famílias que moravam por onde a rodovia vai passar”, disse Alckmin.
De acordo com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa do Estado responsável pela obra, 3,8 mil famílias serão desapropriadas. A construção do trecho é polêmica e foi questionada judicialmente por atravessar área da Serra da Cantareira.
“Faremos sete túneis para interferir menos possível nas áreas de preservação e vamos plantar 1,6 milhão de árvores para mitigar os impactos ambientais”, minimizou o secretário de Transportes e Logística, Saulo Abreu Filho.
Ao fim da construção, o trecho norte deve ser concedido para a iniciativa privada e receber pedágios, como ocorreu com os demais trechos. A parceria entre o governo paulista e o governo federal, que pretende construir na mesma região o trecho norte do Ferroanel, ainda não foi fechada.
Na semana passada, o secretário de Transportes e Logística de São Paulo e o presidente da Dersa, Laurence Casagrande, se reuniram em Brasília com os ministros dos Transportes, Paulo Passos, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes para discutir a questão. “Esperávamos resolver isso semana passada. Depende deles”, disse Abreu Filho.
Ele afirmou, no entanto, que já recebeu da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) documento que prevê traçado do Ferroanel norte em paralelo com o Rodoanel norte. A intenção do governo paulista é realizar a terraplenagem da faixa contínua do Rodoanel para facilitar a obra do Ferroanel, que está prevista para começar em agosto.
Dessa forma, as duas obras poderiam andar em paralelo na região da Serra da Cantareira. O processo também adiantaria parte das desapropriações e das licenças ambientais e traria economia de R$ 1 bilhão para o projeto do Ferroanel, que deve ser concedido para a iniciativa privada em julho.
Fonte: Valor Econômico, Por Guilherme Soares Dias

Saneamento X desmatamento: o que mata mais pessoas diretamente?


Saneamento básico é o maior problema ambiental do Brasil, diz especialista da UnB



Foto: Saneamento básico é o maior problema ambiental do Brasil, diz especialista da UnB

A falta de saneamento básico causa mais impacto ambiental negativo ao Brasil do que o desmatamento ou a execução de projetos para a obtenção de energia. A avaliação é do professor de engenharia civil e ambiental da Universidade de Brasília, Oscar Netto. “Em média, todo brasileiro vai se deparar, em algum momento do seu dia, com problemas ambientais causados pela falta de saneamento. Sobretudo no que se refere a saneamento urbano, nós temos um grade desafio pela frente”, disse.

Oscar Netto aponta ressalta a última enchente do Rio Negro, no Amazonas, como exemplo do que a falta de coleta e destinação adequada dos detritos sólidos podem provocar. Segundo ele, um evento natural periódico foi agravado pelo lixo que boiava e causava contaminação.

É na Região Norte, inclusive, onde o problema de falta de coleta e tratamento de esgoto é pior. Enquanto a média nacional de coleta de esgoto nas residências é 44,5%, no Norte do país é apenas 6,2%, segundo dados de 2009 do Ministério das Cidades, quando foi concluído o último Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto.
 

Netto defende que a população cobre das autoridades medidas para esse quadro da falta de saneamento básico seja transformado. “Todo brasileiro que acompanha a televisão está sabendo do desmatamento, da construção das usinas, mas o saneamento não é tratado da mesma forma. Essa questão não aparece no topo das políticas públicas”, disse. A mesma crítica ele estende ao movimento ambientalista que não estaria se dedicando com afinco à essa questão.
Córrego do Sucupira/ Jardim Pery
A falta de saneamento básico causa mais impacto ambiental negativo ao Brasil do que o desmatamento ou a execução de projetos para a obtenção de energia. A avaliação é do professor de engenharia civil e ambiental da Universidade de Brasília, Oscar Netto. “Em média, todo brasileiro vai se deparar, em algum momento do seu dia, com problemas ambientais causados pela falta de saneamento. Sobretudo no que se refere a saneamento urbano, nós temos um grade desafio pela frente”, disse.

Oscar Netto aponta ressalta a última enchente do Rio Negro, no Amazonas, como exemplo do que a falta de coleta e destinação adequada dos detritos sólidos podem provocar. Segundo ele, um evento natural periódico foi agravado pelo lixo que boiava e causava contaminação.

É na Região Norte, inclusive, onde o problema de falta de coleta e tratamento de esgoto é pior. Enquanto a média nacional de coleta de esgoto nas residências é 44,5%, no Norte do país é apenas 6,2%, segundo dados de 2009 do Ministério das Cidades, quando foi concluído o último Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto.


Netto defende que a população cobre das autoridades medidas para esse quadro da falta de saneamento básico seja transformado. “Todo brasileiro que acompanha a televisão está sabendo do desmatamento, da construção das usinas, mas o saneamento não é tratado da mesma forma. Essa questão não aparece no topo das políticas públicas”, disse. A mesma crítica ele estende ao movimento ambientalista que não estaria se dedicando com afinco à essa questão.


agencia nacional

Entrevista com o Gestor Tercio Torres sobre a importância dos espaços culturais na Zona Norte

 15 de julho de 2013 às 12:51

Texto da entrevista feita com Tercio Torres, gravado no jardim do ex clube de tiro atual espaço ''Polo Eco Cultural'' a ser inaugurado em setembro 2013, na Av. Santa Inês- Horto Florestal, em junho de 2013...


Estamos aqui nessa área que faz parte do Peal, onde funcionou por 71 anos o Clube Paulistano de Tiro e, que agora o Instituto Florestal recupera para a criação do Polo Cultural.

PeryNews_ Gostaria que você se apresentasse:

Tercio_ Meu nome é Tercio Torres, sou Gestor Ambiental, trabalhei na Associação Amigos do Horto, sou morador antigo da Vila Albertina. Hoje em Atibaia  trabalho na Secretaria de meio ambiente e urbanismo como fiscal de solo e áreas públicas.

PeryNews_ Você como conhecedor dessa região, seus problemas ambientais, sociais e da falta de espaços públicos ao uso público. Como vê esse ressarcimento do terreno do Ex clube de tiro?

Tercio_ Este polo Cultural, pra mim, marca o inicio de transição de uma cultura de competição para uma cultura de educação...

PeryNews_ Na sua visão, qual o melhor uso deste espaço?

Tercio_ O plano de gestão para o Polo Cultural é o processo de intervenção para administrar as diversas funções do parque. É um instrumento da administração pública, que prevê a organização dos seguimentos sociais para o bom funcionamento da cidade, para o bom funcionamento do parque. De modo a conciliar harmonicamente os seus usos científicos, educativos e recreativos. Como a preservação integral e perene do patrimônio natural. Esta intervenção urbanística visa recuperar para os cidadãos a consciência do sítio natural em qual vivemos, a consciência da importância das áreas verdes na cidade, e dos parques na cidade.

PeryNews_ Qual é a importância dos espaços sociais servirem as comunidade e qual é a expectativa  nesse momento da população daqui do entorno do Horto Florestal?

Tercio_ A grande importância desse momento de transição para a criação do Polo Cultural, no sentido do Instituto Florestal oferecer para a sociedade esse equipamento com oficinas de cultura, de educação e oficinas científicas também, é o momento de conscientização para os cidadãos sobre a importância das pessoas se apropriarem do espaço público. A grande importância dessa oferta de serviços culturais através dessa área pública, que, foi utilizada por 71 anos por um clube que incentiva atividades de tiro. E agora, isso é muito importante: a Secretaria do Meio Ambiente recuperar essa área e oferecer para a sociedade com essas atividades, tão importantes para a cultura, para a formação, para a informação, para Edu comunicação, para os cidadãos desse bairro e de todos os bairros que querem aproveitar todos os espaços de todos os parques da cidade.Fachada original do Prédio - Salão Social do CPT- Clube Paulistano de Tiro
Fachada original do Prédio - Salão Social do CPT- Clube Paulistano de Tiro

PeryNews_ Na sua opinião, o que o novo espaço Polo Eco Cultural pode trazer de benefícios práticos á região e quais os serviços devem ser oferecidos para sua população?

Tercio_ A implantação do Polo Cultural pode abrir caminhos para essa oferta de serviços culturais, recreativos e de lazer, a exemplo de outras instituições que aqui no Brasil oferecem.
Por exemplo, o SESC que tem um trabalho primordial no setor de recreação, esportes, lazer e cultura... Então aqui, pode ser sim um grande inicio para esse modelo de oferta de equipamento de cultura para a sociedade. Este espaço aqui é muito propício pra se desenvolver uma cultura ecológica, uma cultura mais humanitária.
Esta área faz parte do PEAL, sempre fez parte, e ela esta ao lado (vizinha) do Arboreto Vila Amália, onde já há uns 15 anos foi construída a ciclovia pra ser utilizada para o público. Acho que a grande importância agora é aproveitar esse momento para uma integração desta área: ex - clube de tiro com o Arboreto e Peal. Realmente uma integração para uma oferta de serviços eco - culturais.
Tomara que isso tenha um desenvolvimento para a estrutura de oferta de serviços educacionais, culturais, recreativos, científicos, porque a área merece esta restauração...

PeryNews_ E você, como cidadão paulistano, conhecedor das politicas sociais e ambientais na capital e estado, sabedor das pendências e das desassistências ao grande público dos serviços de cultura na periferia, como vê a retomada de uma área pública ser devolvida ao seu real dono, o povo?

Tercio_ Penso que é uma justiça restaurativa, uma ação de reintegração e, agora com o envolvimento da comunidade para a reparação do dano social e que possa também este projeto abrir as portas para o terceiro setor, no sentido de apoiar o Instituto Florestal a desenvolver essas oficinas culturais, e que assim possa ter muitas coisas acontecendo por aqui.

PeryNews_ Grandes parcerias entre estado e terceiro setor tem surtido bons trabalhos em bairros cujas comunidades são desassistidas de espaços e metodologia de cultura. Você acha importante estas parcerias e acha que poderiam trazer estes serviços pra região?

Tercio_ Como citei até uma parceria futuramente com o Sesc quem sabe as forças se unam agora, mas no sentido de cooperação, não aquela força de competição, mas uma força de cooperação, pra que a sociedade dos bairros do entorno do Horto Florestal, como por exemplo Jardim Pery, Pedra Branca, Cachoerinha, tenham essa área como uso público, e que isso traga o incentivo a educação, á formação e a informação das pessoas, principalmente dos jovens e das crianças que moram aqui no bairro e que precisam se apropriar desse local pra que eles tenham a recuperação da consciência do sítio natural, o sitio ecológico em que vivemos, porque os parques fazem parte do sítio da cidade....a cidade cresceu dentro desse sítio natural, se formou através do sítio natural, então o que precisamos é recuperar essa consciência do espaço e da importância das áreas verdes e dos parques da cidade...

Entrevistado por:
Robinson Dias
Fotografias: Tercio Torres/Flávio Galvão