quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livro


Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.
'A Privataria Tucana', de Amaury Ribeiro Jr.
Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9,CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.
Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.
O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou  no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.
A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada porCartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.
Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?
Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.
CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?
ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.
CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?
ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).
CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?
ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.
CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?
ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.
CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?
ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.
CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?
ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.
CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?
ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.
CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.
ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.

CASSAB MENTE, MAS TÉCNICO DA EMPRESA AFIRMA: HOUVE FALHA NA IMPLOSÃO

05/01/2012 - 08h24

Técnico diz que implosão em prédio no centro de SP foi mal sucedida

DE SÃO PAULO
O técnico Wesley Bartoli, da empresa Desmontec, afirmou quea implosão do prédio localizado na favela do Moinho, no centro de São Paulo, não deveria ter sido parcial. A afirmação foi feita ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo.

A Desmontec foi a empresa contratada para fazer a demolição do imóvel, que foi atingido por um incêndio em dezembro e teve a estrutura comprometida.
Após a implosão --ocorrida dia 1º de janeiro--, parte do prédio permaneceu em pé. A prefeitura afirmou que esse era o esperado, uma vez que uma implosão maior poderia danificar as linhas da CPTM que passam ao lado, além de causar riscos às famílias da região.
Segundo Bartoli, no entanto, o planejado era a queda total do prédio. "Foi triste [ver que o prédio ficou em pé]", afirmou o técnico. Segundo ele, foram usados apenas 400 kg de explosivos na implosão --a metade da quantidade necessária. A prefeitura havia anunciado que seriam usados cerca de 800 kg de explosivos durante os trabalhos.
Jorge Araújo - 29.dez.11/Folhapress
Moradores da favela do Moinho passam por linha férrea que ficou interditada após incêndio no centro de SP
Moradores da favela do Moinho passam por linha férrea que ficou interditada após incêndio no centro de SP
De acordo com o técnico, o uso de mais explosivos poderia provocar lançamento de estilhaços e, por isso, os explosivos foram colocados apenas até o segundo pavimento.
Na última terça-feira, a Defesa Civil afirmou ter contabilizado 12 imóveis com danos em consequência da implosão. As casas passarão por vistorias e deverão ser reparadas pela prefeitura.
Após a implosão mal sucedida, a prédio será demolido. A previsão é que esse trabalho dure até 15 dias.


Mofando há 50 anos em SP, acervo de arte japonesa corre risco no Museu Florestal de São Paulo

São Paulo está a poucos dias de perder o maior acervo em laca (urushi) da América Latina. A maior parte da coleção de 205 peças de arte japonesa está mofando há 50 anos em armários do Museu Octavio Vecchi, no Horto Florestal, longe do acesso público. 

Para salvar as obras, a artista plástica japonesa Takako Nakayama e a museologista Roselaine Barros Machado aprovaram um projeto de quase R$ 1 milhão pela Lei Rouanet. Mas, até agora, nenhuma empresa se interessou. 

"O fim de ano é o período de captação de recursos, mas não tivemos respostas", disse Roselaine, responsável pelo museu há 18 anos. O prazo se encerra no meio de 2012. 

O conjunto de delicados quadros, potes, pratos, bandejas, mesa e biombo são considerados por Takako o melhor exemplo no Brasil do que os japoneses chamam de "koguei" -arte aplicada aos objetos cotidianos. 

"Não é artesanato", diz Takako. "Os japoneses buscam aprimorar cada peça, que é considerada única. Não é produção artesanal em série." 

Entre 1930 e 1970, o Horto abrigou uma escola de arte em laca japonesa. Os professores, imigrantes, plantaram ali sementes de charão trazidas do Vietnã. A planta -da qual corre a seiva usada para laquear objetos de arte- dá coceira. 

Por isso, muitos pés foram sendo arrancados por frequentadores e funcionários. 

Takako, que chegou ao Brasil em 2005, vê nas peças um registro da história da imigração japonesa. Ela conta que, para corrigir imperfeições da madeira encontrada aqui, foram usados pedaços de gazes de linho entre a superfície de madeira e as 50 camadas de laca, aplicadas com pincéis feitos de cabelo humano. 

Algumas peças, com motivos chineses ou detalhes em madrepérola e ouro, revelam, segundo ela, uma tentativa de aproximar a estética oriental da ocidental. "Os brasileiros deviam achar a arte japonesa discreta e sóbria demais. Provavelmente, os alunos preferiam encher as peças com figuras mais vistosas", diz. 

Outra ponte usada entre as duas culturas aparece nas peças com motivos cristãos, como a pomba branca do Espírito Santo ou cruzes. 

A técnica reconstitui uma escola criada no século 16 no Japão, a Nanban Shikki. Quando os portugueses se encantaram com a arte em laca, artistas japoneses começaram a introduzir motivos cristãos, favorecendo a exportação das peças. "É espantoso reencontrar essas pontes 500 anos depois, no Brasil", diz Takako. 

Fonte: Folha de São Paulo; matéria de João Paulo Charleaux; 22/11/11.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Autor de PRIVATARIA TUCANA fala da roubalheira da era FHC/ CERRA

3 DE JANEIRO DE 2012 - 18H58 

Rádio do PIG entrevista autor de 'Privataria' e critica silêncio da mídia


A Rádio Itatiai, do PIG de Minas Gerais, entrevistou Amaury Ribeiro Junior, autor da "Privataria Tucana". 

A Rádio Itatiaia, também conhecida como a Rádio de Minas, transmitida pelas frequências 610 kHz – AM e 95,7 MHz – FM é a principal emissora radiofônica do estado, e está entre as cinco mais importantes do Brasil. 


O polêmico e bem humorado jornalista Eduardo Costa entrevistou Amaury e chamou os ouvintes a se indignarem com a "roubalheira".


Fonte: Da redação

Clique aqui para ouvir a entrevista !

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CAINDO A MASCARA DOS PIRATAS QUE VENDERAM O BRASIL

A cerca de uns tres anos venho acompanhando  antecipadamente informações do livro do Amaury 'PRIVATARIA TUCANA'    no portal Conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim. E, em alguns momentos já havia sentido lendo as entrelinhas postadas no site que uma revolução informativa vinha a galope trazendo a verdade a desmascarar pessoas do alto comando, e derrubar porteiras de fazendas, portas e portões de aço de empresas, restaurantes, industrias fabricas e supermercados, grades e portas e portões de alumínio de casas e sobrados em condomínios de luxo de muitos falsos empresários e políticos metidos com a PRIVATARIA dos tucanos na era FHC....
Na Mooca os portões derrubados foram os da familia do Padim Pade Cerra com a publicação bombástica e fulminante de PRIVATARIA TUCANA, que já e best sellers.......OBA.

Nessa lista de pessoas envolvidas com o xurrupiamento do patrimonio nacional estão lá grafados em letras em negrito os respectivos nomes do senhor José Serra e sua filha Monica Serra..Além desses nomes FHC e citado como o homem da bagaça, o que em todas as vezes que alguma transação
de venda de patrimonio publico ou leilão acontecia, ele e o seu inseparável parceiro banqueiro Daniel Dantas estavam na cena dando as cartas...e claro que em defesa de si próprio diriam FHC e Daniel, que, foi apenas mais uma coincidencia de lá estarem...

Nesse seguimento, as informações contidas no livro mudou a vida de muita gente..A família do senhor Serra por exemplo, passou o pior natal e o pior ano novo de todos os tempos por causa do livro do Amaury. E eu nunca fiquei tão feliz por isso.. Queria ser uma mosquinha pra assistir essa familia quadrilheira reunida na ceia de natal, olhando um pro outro e respirando o ar de medo do ano novo chegar logo...

Como brasileiro que trabalha por cada centavo que entra na conta da minha familia, sinto vergonha e repugnacia de saber que tantos eleitores que me criticavam no momento das eleições ao explicitar que jamais votaria em gente metida em roubalheiras, e estes me atacavam com a retórica do mensalão, e que era o PT o partido dos metralhas, mas hoje vejo todos eles de bico calado, e como o PIG fazendo de conta que nada aconteceu e, ou que nada está acontecendo....Fomos roubados na cara larga. Venderam nossos tesouros a preço de bananas, e ainda emprestaram dinheiro publico aos compradores, por sua vez ainda eram todos.. gringos


texto incompleto.....



Robinson Dias

Bom o que eu queria dizer

domingo, 1 de janeiro de 2012

Favelas na beira da pista avançam rumo ao Rodoanel

01/01/2012
Artur Rodrigues
do Agora
Há tijolos empilhados e cimento por todos os lados nas margens do prolongamento da Jacu-Pêssego (zona leste de São Paulo), mas as obras não são públicas.
Quem prepara o concreto e enche as lajes das construções irregulares são famílias, vindas de todas as regiões da capital, que se mudaram no último ano, fugindo do aluguel.
Novas favelas vão surgindo (algumas sequer têm nome) e outras são reconstruídas no trecho de 13,6 km, inaugurado no fim do ano passado e apelidado pelo governo do Estado como Rodoanel Leste provisório.
O esgoto corre a céu aberto, próximo dos canos improvisados, que trazem a água potável.
Rapidamente, as margens da rodovia recém-construída vão sendo quase completamente tomadas pelo vermelho das paredes sem reboco.
Resposta
A Prefeitura de São Paulo informou apenas que vai fiscalizar áreas onde há ocupações.
A SPMar, responsável pelo trecho sul do Rodoanel, afirma que não há nenhuma invasão na área de domínio dela. "O trecho sul do Rodoanel vai até o km 4,370 da SPA (interligação do trecho sul com a Jacu-Pêssego).
Após esse trecho podem existir ocupações irregulares, contudo, já não são de responsabilidade da concessionária", afirmou a empresa, em nota.
A Prefeitura de Mauá, por onde passam tanto a Jacu-Pêssego quanto o Rodoanel Sul, afirmou que desconhece invasões e mandará uma equipe para vistoriar a região.
A estatal Dersa afirma que a função de fiscalizar ocupações é da SPMar e das prefeituras.
  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste domingo, 1º de janeiro, nas bancas