sexta-feira, 2 de agosto de 2013

SP paga por 1,2 mil médicos que não existem

Adriana Ferraz
em São Paulo

A rede municipal de saúde paga pelo menos 1.286 médicos que não existem. Os profissionais deveriam atuar nas unidades de atendimento administradas por Organizações Sociais (OSs), instituições que recebem repasses da Prefeitura para manter os postos em funcionamento. Por mês, são pagos R$ 116 milhões à rede terceirizada que, assim como ocorre no serviço público, alega dificuldades na contratação, especialmente quando a vaga está na periferia.

A zona leste da capital é a mais prejudicada. Na região há 571 plantões médicos abertos para as mais diversas especialidades, como pediatria, ginecologia e dermatologista. A demanda por clínicos gerais também é enorme nos bairros mais afastados, como Cidade Tiradentes, Guaianases e São Mateus. A zona norte é a segunda na lista de espera por profissionais, seguida pelas zonas sul, sudeste e centro-oeste.

Somente a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) precisa contratar quase 700 médicos - 41 deles para compor o número de funcionários da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Tito Lopes. Da lista de nove entidades que prestam serviço para a Prefeitura, a OS é a que registra o maior déficit. E também é a que recebe o maior repasse mensal: R$ 26 milhões.

Mas, apesar de o quadro de funcionários estar incompleto na maioria das unidades, os depósitos feitos mensalmente pela Secretaria Municipal da Saúde continuam cheios. Isso quer dizer que a ausência dos médicos não leva a descontos automáticos às organizações contratadas, apenas prejuízo aos cofres públicos.

De acordo com cálculos da pasta, cerca de metade das vagas para médicos abertas pelas OSs não está preenchida - índice semelhante ao registrado pelo conjunto de postos administrado pela própria secretaria.

Salário

Os números contrariam o principal argumento da Prefeitura ao manter parceiros na área da saúde - a agilidade na contratação de profissionais pelas instituições, que estão livres da obrigação de promover concursos públicos.

As dificuldades enfrentadas pelo setor ainda vão contra a tese de que salários altos seguram os médicos. Pagar até R$ 1,1 mil por um plantão de 12 horas - o dobro do pago pela Prefeitura - não tem surtido efeito em São Paulo.

O resultado está nas salas de espera das unidades comandadas pelas OSs. Há filas para atendimento de emergência, de especialidade ou mesmo hospitalar. O mesmo quadro encontrado por pacientes que buscam postos de saúde administrados de forma direta. "É tudo igual. Se não fosse pela placa na porta, a gente nem iria notar essa diferença aí (de gestão). Falta médico de todo jeito", diz a dona de casa Daniele de Souza, de 28 anos, usuária da AMA Perus, na zona norte da capital.

REPORTAGEM FLAGRA MÉDICOS QUE BATEM O PONTO SEM TRABALHAR EM HOSPITAL PÚBLICO ESTADUAL DE SP

Cantareira é desmatada sem compensação em obras do Rodoanel :

GOVERNO DE SÃO PAULO
Desapropriações e desmatamento não compensam o benefício do novo trecho, segundo ambientalista.

Desapropriações e desmatamento não compensam o benefício do novo trecho, segundo ambientalista.

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São Paulo – O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) solicitou ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o envio de uma comissão para analisar as obras do trecho Norte do Rodoanel, que custará aproximadamente R$ 6 bilhões, sendo R$ 2 bilhões financiados pelo banco. O término das obras está previsto para 2016. “Como sociedade civil, queremos transparência absoluta e controle social sobre os gastos.
Precisamos nos conscientizar de que o governo deve repensar e, se for o caso, paralisar as obras”, diz o conselheiro do Proam e engenheiro agrônomo Mauro Victor, em entrevista à Rádio Brasil Atual.
Segundo Victor, a comissão deve ser “isenta, transdisciplinar e suprapartidária” a fim de fazer uma avaliação sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais da obra, como a remoção de cerca de 20 mil pessoas, a remoção de vegetação nativa e um gasto de 6 bilhões de reais dos cofres públicos. “Se esse dinheiro fosse aplicado em metrô, daria para transportar 2 milhões de usuários por dia. O Rodoanel vendeu uma propaganda enganosa dizendo que vai melhorar o trânsito da malha urbana, o que não é verdade.”
Victor afirma que é “propaganda enganosa” a promessa feita pelo governo do Estado de plantio de 1,6 milhão de espécies nativas a fim de “compensar” a retirada de vegetação decorrente das obras: “Não se pode cortar absolutamente Mata Atlântica, vegetação já adulta, e depois substituir por plantinhas e mudinhas, que vão demorar até 50 anos para crescer. Essa aritmética não fecha”.
Segundo o engenheiro, o Proam realizou um estudo sobre as obras e o enviou à Secretaria do Meio Ambiente, ao Ministério do Meio Ambiente e ao BID. “Queremos mediar o impacto ambiental disso, porque será altamente prejudicial para a qualidade de vida dos moradores da capital”, diz.
Ouça reportagem completa na Rádio Brasil Atual
por Redação RBA publicado 17/07/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ZONA NORTE SOFRE COM POUCAS UNIDADES BÁSCIAS DE SAÚDE, UBS


ESGOTO A CÉU ABERTO: PROBLEMA CRÔNICO NA ZONA NORTE

Caminhando pela região da zona norte na capital paulista, sente-se no ar o mau cheiro exalado dos córregos que vivem real estado putrefato, 100% poluídos. Quando em dias de forte sol então, o cheiro fica insuportável...E a SABESP, vergonhosamente e despercebidamente continua por décadas despejando esgoto sem tratar nos doces e caudalosos leitos de águas, outrora limpos... Por ora, abordo os dois córregos do Jardim Pery: Guaraú e Arboreto
No Jardim Pery, onde nasci, cresci e vivo assisti a transformação das águas limpas dos córregos serem poluídas com o despejo de lixo e esgoto, sem nenhum ressentimento....

Uma vergonha!! reclamou-me certo dia o antigo morador da vila Continental Sr. Martins.Ele me contou que pescava no córrego Guaraú e levava peixe pra mistura. 

Segundo instituições de meio ambiente do estado e prefeitura, existem estudos para se cuidar melhor dos nossos recursos naturais e a super proteção das bacias hidrográficas na região, mas até hoje esta preocupação é quase nula, é só falácia e politicagem. Com a fraca atuação destas instituições, além de perdermos a riqueza que era termos leitos de água limpas onde podíamos nadar e até pescar e coletar água pra beber, hoje sáo verdadeiros receptáculos de detritos, e ainda tem as enchentes que são constantes quando chove. Os projetos, de canalização e a implantação de reservatórios de amortecimentos das cheias, os chamados piscinões ainda estão nos sonhos da população... Se bem que canalizar córrego deveria ser proibido.

Se o povo tivesse que dar o 1º grito pedindo sustentabilidade teria de gritar: SANEAMENTO BÁSICOOOOOOO!

A sujeira humana vertida nos córregos e rios é fruto dessa cultura consumista atual. A falta de consciência ambiental de parte da população segue junta e misturada a irresponsabilidade dos setores de preservação ambiental que ainda torce o nariz pro mau cheiro das águas poluídas da cidade.

CHARGE AMBIENTAL FEITA PRA PENSAR

Para a coleção de ABSURDOS na gestão do patrimônio ambiental de São Paulo...

‪#‎aeroportoemParelheirosNÃO‬

(do mural de Mariana Belmont)

FAVELA DO SAPO FICA NA ZONA NORTE DA CAPITAL PAULISTA

Apesar de o Pery contar com duas agências bancárias, prédios e mansões subirem em meio ao bairro, ainda temos palafitas nos dois córregos que separam o bairro: no córrego do arboreto, na divisa com a Vila Amália, e o Guaraú que nasce nos contrafortes da Serra da Cantareira e desce entrecortando o vale do Pery até desaguar no Cabuçu de baixo na Vila Dionísia: ambos até o fim da dé/ 60 serviam água limpa a população e ainda contava com grande fertilidade aquática, peixes, caranguejos e etc.........