quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Por Marcelo Rovira

 Fico indignado ao ver o córrego Guaraú destruído desta forma, pelo descaso da SABESP e sua horripilante administração. Quando passo pelo local nas visitas que faço a minha família, me vem a memória os dias felizes que vivi desfrutando deste hoje “córrego”…..pois a uns 30 anos atrás eu me banhava em suas águas límpidas…sim, é verdade, eu sempre me lembro quando ia com minha mãe buscar água em uma frondosa bica que existia nos fundos de onde é hoje um condomínio de prédios horrorosos entre o Peri e a Pedra Branca, construído onde existia uma das mais belas matas da região.                      





O Guaraú corria limpo, com muito verde em suas margens, e era possível sim entrar nele e desfrutar do frescor de suas águas……nessa época a SABESP sequer pensava em levar a água encanada ao jardim peri velho, alto e outros, mas pasmem!!!!!! creio que seria melhor que não tivesse levado jamais !!!!! 


 A falta de organização estrutural, a falta de um plano diretor para suprir esses bairros e acompanhar a demanda do crescimento sequer foi pensado! E eu e todos moradores antigos tivemos que crescer vendo o Guaraú ser violentado, morto, destruído, assim como todo o verde que em sua volta florescia. As belas matas foram destruídas, o Guaraú virou esgoto a céu aberto, tal qual um cadáver putrefo deixado ao léu. O pior de tudo é que desde criança, desde meus 10 anos de idade, sempre ouvi de meu pai e de todos os outros mais velhos da época, que no local onde o Guaraú corria seria feita uma avenida, que traria progresso e ordem ao bairro….. hoje tenho 41 anos….meu pai tem 86 anos…. nesse tempo todo vimos famílias sendo destruídas, desapropriadas de suas casas legitimas….prefeitos indo e vindo no cargo, todos com promessas mentirosas e nunca nada foi construído, nada de avenida, nada de canalização do que restou do pobre Guaraú, nada….absolutamente nada foi feito de concreto.

Vimos somente as favelas deixarem de ser de madeira, para se formarem de tijolos, vi centenas de pessoas sendo transferidas de outros bairro para Cohabs no pobre Peri, sem infra estrutura para absorver tanta gente, e com isso vi a violência crescer, as ruas se estreitarem, as casas se transformarem em palafitas horríveis, e vi toda a sujeira dessa desordem ser lançada no….pobre Guaraú, vi o Jardim Peri belo ser deformado e destruído , tudo em nome do Vírus chamado progresso. hoje em dia o local é irreconhecível para quem viveu ali a 35 anos atrás. E não foi para melhor, pois tudo está destruído, tendo apenas alguns poucos remanescentes lutadores que buscam trazer alento para os que ainda amam o que sobrou do bairro.

 Eu não resisti a estas doloridas mudanças, tive que ir embora, pois perdi meu verde, perdi meu rio, perdi meus campos de futebol, perdi o barulho das matas ao vento forte, e quase perdi minha vida diante da violência… Assim, reverencio todos que lutam pela sua revitalização, e dizer que torço muito, mas muito mesmo, que consigam 1% do que desejam para o bairro, pois com certeza, é milhares de vezes mais do que o governo do Estado e sua ridícula SABESP cederam ao Jardim Peri nos últimos 35 anos… um grande abraço a todos do meu Saudoso Bairro. Marcelo Rovira Ex morador da rua Leticia Cini, n° 11 – Jd. Peri

enviado á REDAÇÃO DO PERYNEWS Says: Domingo, 23 de Agosto de 2009 at 10:42

Texto enviado por Marcelo Rovira
Fotografia. Eitor Bastos & Robinson Dias


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Diário do Morador

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Atropelamento de criança motiva manifesto no Jardim Antártica.


Depois de mais um acidente de trânsito que causou o atropelamento de outra criança, desta vez, aluna da Escola Professora Elza Saraiva Monteiro, na Avenida Mariana C. Ronchetti, Jd Antartica, pais, professores, moradores e pedestres reuniram se para protestar contra a falta de segurança no local e exigir providências das autoridades.
Manifesto contra insegurança no trânsito interdita rua no Jd Antartica















 Esta via é bem movimentada e concentra grande circulação de veículos leves e pesados,  além de mais 4 importantes linhas de ônibus.

A partir das 16H00s um grupo de manifestantes com faixas e cartazes foi chegando para o manifesto. Cesar, que é Rapper (CAGEBE), professor  da escola e pai de aluno, trouxe uma caixa amplificada e microfones para quem quisesse dar o seu recado.

Mãe de aluno protesta contra desorganização no trânsito

Em pouco tempo, cerca de mais de cinquenta manifestantes, incluindo crianças, jovens e adultos já se reuniam na calçada. Esse número  aumentou ainda mais no momento da saída dos alunos do turno da tarde, quando deu se o inicio á manifestação. Teve nariz de palhaço e apitaço no protesto, e a participação das crianças no manifesto.


Cesar e Ulisses da Associação Cultural Fabrica de Gênios
 Nos microfones, Cesar e Shirley (CAGEBE) e Ulisses Oliveira-representantes da Associação Cultural Fabrica de Gênios, davam o recado. ''Este é um manifesto pela vida e a não violência na periferia. O povo na rua, a vida continua, sendo seguidos pelos manifestantes..

Folheto explicativo pela Paz no trânsito na periferia
Durante o manifesto a via foi interditada por tres vez, com interdições de 3 minutos cada,  tudo de forma pacífica e ordeira, inclusive com a colaboração dos motoristas que respeitaram tranquilamente o manifesto. Mas também teve motoqueiro furando o bloqueio empinando a motoca.

 "Não queremos mais atropelamentos em nossa escola", dizia um dos cartazes empunhados no protesto. " Queremos mais segurança para nossas crianças", dizia outro.
Shirley do grupo CAGEBE, reclamou dos perigos no local

Pais e moradores reclamam da falta de preocupação da direção da escola.
Muito foi reclamado de nunca haver nenhum guarda municipal ou agente cuidando da travessia dos alunos nos horários de pico da escola.  A via não possui sinalização adequada, não tem as faixas obrigatórias em frente ao portão principal, não tem lombada, e os motoristas que por aqui transitam também pouco colaboram. Reclamam pais e alunos.''É um inferno Esta via é extremamente perigosa, e é bom que as autoridades competentes tomem providência a fim de evitar mais acidentes, porque aqui ta demais. Outra coisa é essa diretora atual, que parece não se preocupar. Desabafa Dona Augusta, moradora de frente da escola.
Carli Silva é outro morador que reclama.'' isso acontece porque o Nosso Diretor(a) acha que, assim como nossos governantes, seu dever e cuidados são restritos apenas do portão da escola pra dentro e em vez de pedir atenção as autoridades prefere não faze-lo..

Tem placa, mas não tem lombada.
Circulando pela pista notei fixada num poste ao lado do portão da escola uma placa orientando a existência de lombada, que não se vê a mesma na via. Ou seja, só tem a placa avisando. Dona Augusta informa que há alguns anos atras tinha uma lombada, mas foi retirada num serviço de recapiamento na pista, não sendo reinstalada.

Outro representante da Associação Cultural Fábrica de Gênios, Ulisses Oliveira, também dava o tom da palavra por um dos microfones convocando mais moradores a virem somar ao manifesto. ''O povo na rua, a vida continua''. Ulisses nos  explicou que muitos pedidos antigos foram feitos junto aos órgãos responsáveis, mas até então a resposta não foi positiva.

O Senhor Braga, antigo morador do bairro trouxe um documento de pedido de sinalização e lombada feito há mais de 8 anos, e nunca foi atendido. "Pedimos mais segurança para a via, faixas  e sinalizações  e a prefeitura disse que não poderia fazer nada porque a escola é estadual. E como ficam as nossas crianças? O governo também não faz nada", protesta ele.
Caso nenhuma providência efetiva seja tomada, o grupo ameaça fechar a Avenida Mariana C. Ronchetti nos próximos dias e com numero de manifestantes bem superior ao desta semana.

Continuidade do manifesto
Para terça feira dia 04 de dezembro 2012, pais de alunos, moradores e professores se reunirão na escola Elza Saraiva Monteiro, a fim de discutir os problemas e as demandas a ser citados numa carta documento á ser destinada aos órgãos competentes, cobrando-os as devidas providências


Veja o vídeo produzido pelo Coletivo Cinescadão & PERYNEWSwebtv


29/11/2012
Texto e fotos; Robinson Dias


Promotor apura remoção de favelas em região valorizada


UOL
A Promotoria de Habitação e Urbanismo de São Paulo investiga a remoção de moradores de favelas localizadas no entorno de 14 empreendimentos imobiliários lançados ou em vias de lançamento na região da avenida Chucri Zaidan, no Campo Belo (zona sul de SP).
A área está incluída na operação urbana Água Espraiada, da prefeitura, que prevê revitalizar a região, próxima à avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, com a implantação de habitações sociais, sistema viário e transporte coletivo.
Segundo o promotor José Carlos Freitas, o Ministério Público apura se famílias removidas, supostamente por interesse imobiliário, têm sido levadas a habitações sociais perto de onde moravam, como o previsto.
Resposta
A prefeitura informou que R$ 73 milhões são destinados a obras de três conjuntos habitacionais da região.
Outros R$ 106 milhões destinados a desapropriações para construção desses conjuntos habitacionais.
A prefeitura afirma que, somando os valores, o total destinado às habitações é de R$ 332 milhões, embora não detalhe como e quando a maior parte do dinheiro será empregada.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ministério Público pede R$ 11,5 bi da Sabesp por poluição de rios

EM SP, todos mal sabem que pagam caro para a maior empresa poluidora para despejar seus detritos e dejetos humanos dentro dos cursos de água, sem tratamento..........Sejam nas favelas, bloquelas da periferia, seja nos centros urbanos da elite branca.........

Indenização bilionária também é cobrada de governo do Estado e Prefeitura de SP

O problema da poluição dos rios de São Paulo foi parar na Justiça. O Ministério Público pede indenização bilionária da Sabesp, do governo estadual, da Prefeitura de São Paulo e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) por causa do lançamento de esgoto sem tratamento nos rios e represas da região metropolitana de São Paulo. Segundo a Promotoria de Meio Ambiente, os R$ 11,5 bilhões pedidos são necessários para indenizar danos ambientais e ao patrimônio público causados pelo despejo do esgoto in natura.




A ação foi ajuizada na terça-feira da semana passada. Três dias depois, a juíza responsável pelo caso negou a liminar - ela só vai decidir depois de ouvir as partes envolvidas. A Sabesp informou que "tentativas de desconstruir o maior projeto de saneamento ambiental do País" são "um desserviço" e que vai prestar todas as informações ao Poder Judiciário.



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O MP também pede na ação civil pública que a Justiça obrigue a Sabesp a universalizar a coleta e o tratamento do esgoto da região metropolitana até 2018, sob pena de multa diária. De acordo com a Promotoria, isso é necessário para cessar a "poluição hídrica na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e também nas Represas Billings e do Guarapiranga, com prejuízos ao meio ambiente". A meta da Sabesp é que a universalização só se concretize em 2020, para quando está previsto o término da quarta e última fase do Projeto Tietê.



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Atualmente, segundo dados de relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), datado de 2011, 86%do esgoto da Grande São Paulo é coletado pelas empresas de saneamento e, desse total, 49% é tratado.A Sabesp é a maior delas - atende 28 dos 34 municípios do Alto Tietê, segundo a Cetesb. Por ser a região mais populosa do Estado, é também a que despeja a maior quantidade de esgoto nos cursos d'água paulistas.

No texto da ação, o promotor responsável pelo caso, José Eduardo Ismael Lutti, afirma que ela só foi proposta porque a Sabesp teria se recusado a assinar um acordo para garantir o cumprimento desse prazo após três anos de negociações. Nesse período, segundo o promotor, 44 minutas de acordo teriam sido discutidas.



http://noticias.r7.com/sao-paulo/