domingo, 8 de maio de 2011

MARIÂNGELA PORTELA: NÃO EXISTE COMPENSAÇÃO NEM MITIGAÇÃO AMBIENTAL


Texto extraido do discurso dia 03 de maio de 2011 na Audiência Pública do trecho norte do rodoanel.

Jacarandá Mimoso
Eu sou Mariangela, eu estou aqui representando o sindicato dos arquitetos do estado e São Paulo.
O sindicato dos arquitetos é uma representaçao da categoria que não esta limitada a um bairro, muito menos a uma cidade até.
A gente tem uma visão do espaço, e pensa no território para o cidadão, para as pessoas que vivem no território.
E pensamos justamente em cada estado pensar a melhor maneira de prover a quem vive nesse território e usufruem dele, e solucionar as questões complexas que a nossa cidade que é uma megalópole, tem pra resolver.
Eu stou aqui reafirmando a nossa posição que é defendida a mais de dez anos.
As grandes obras, as grandes intervenções, elas devem ser pensadas de forma conjuntas com as comunidades, com os institutos profissionais, com especialistas na área, porque o que a gente tem visto desde que começaram as audiências públicas do rodoanel é que estamos aqui cumprindo um rito. Nada do que a gente discute desde o primeiro trecho foi contemplado. 


NÓS ESTAMOS ASSISTINDO A UM CRIME QUE ESTA ACONTECENDO DEBAIXO DOS NOSSOS NARIZES. NÓS ESTAMOS SENDO ATROPELADOS PELO RODOANEL EM TODOS OS TRECHOS.


As manifestações que a gente esta vendo aqui hoje infelismente nós vimos em todoas as demais audiências públicas.
ISSO É UM CRIME. E nós como sociedade somos responsáveis. 
Nós estamos acumulando um carma coletivo. Carma é lei de causa e efeito, não é religião não gente. É LEI DE CAUSA E EFEITO. 


Nós vamos colher os frutos desse  CARMA COLETIVO que estamos aqui assinando. Infelismente o GOVERNO FEDERAL esta dispensando recursos para esse CRIME que o governo do Estado de São Paulo esta fazendo a dez anos.



A gente como sociedade não esta tendo a tripulação suficiente pra ser louco o suficiente pra barrar esse CRIME. Um pouco de loucura é necessário pra superar o que é maior que a gente. Enquanto a gente tiver agindo de forma muito burocrática a gente não interrompe o que é absurdo. Porque esse projeto do rodoanel é absurdo. Isso não existe na cabeça de niguém.
E não vamos acreditar em compensação ambiental, isso realmente não existe compensação ambental. Não existe. O estado cortar uma área natural, isso não tem compensação gente. NÃO EXISTE, ISSO É CRIMINOSO.
O clima muda, o regimehidrico muda. Os animais foram assassinados nos trechos anteriores. Não tem compensação.
Compensação ambiental que o DERSA ta propondo é a mesma coisa que eu chegar aqui, arrancar o braço do Paulo Preto e pegar cada dedo do Paulo Preto e colocar em cada um nos diretores do DERSA, essa é a compensação ambientalista que eles propõe.
Nós como arquitetos profissionais que temos a responsabilidade de pensar o espaço e a qualidade desse espaço não podemos concordar com a forma como esse projeto vem sendo empurrado goela abaixo a sociedade. Isso não exsite. Esse projeto, a solução da questão da circulação dessa metrópole gigante cheia de problemas, ela requer responsabilidade, ousadia, tecnologia, muito dinheiro sim, porque pra fazer qualquer coisa aqui é caro, e o trecho o rodoanel no trecho leste
passa na varzea, GENTE ISSO É CRIME AMBIENTAL.


O ESTADO PROMOVE CRIME AMBIENTAL. Passa, o traçado passa na várzea, toca áreas de proteção de mananciais.
GENTE ACORDA!!!!!!!! ISSO É CRIME. NÃO EXISTE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL PRA ISSO.



Nós estamos assistindo isso no trecho Sul e trecho Oeste. O rodoanel já ta engarrafado. Tenha piedade gente. Eu não quero falar mais nada.
Gente eu só quero reiterar nossa posição: nós arquitetos defendemos a discussão responsável pra projetos que são impactantes no território. 




Mariângela Portela da Silva
Sindicato dos Arquitetos-SP

sábado, 7 de maio de 2011

DISCURSO IRRITADO DE SONIA CONTRA O RODOANEL TRECHO NORTE

sexta-feira, 6 de maio de 2011

BAFAFÁ NA AUDIÊNCIA DO DERSA: POPULAÇAO IMPÕE SER OUVIDA. MORADORA DO PICO DO JARAGUÁ CALA PRESIDENTE


No ultimo dia 03 de maio assisti uma audiência pública no DERSA, que visava apresentar em power point o novo traçado trecho norte do rodoanel na zona norte da capital a técnicos e representantes das empreiteiras interessadas na licitação da obra.


Na realização da audiência, apesar de pública e organizada por gente organizada do DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S/A), e seu presidente Laurence Casagrande Lourenço, ex chefe da Febem para discutir as alterações no projeto do trecho norte do Rodoanel foi esquecido um importante detalhe:  CONVIDAR A POPULAÇÃO INTERESSADA. Seria mal de Alzheimaer da instituição, ou das mocinhas da organização? 


Mas, apesar de não convidados, moradores das áreas a ser afetadas pela obra, além de ambientalistas, jornalistas, blogueiros e web tv´s, assessores e parlamentares, advogados da OAB de Santana e representantes das ongs, oscps e associações de bairros e da defesa da terra e do meio ambiente, organizadamente,TOMARAM O AUDITÓRIO, NA IMPOSIÇÃO DO EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA DO POVO juntando-se a audiência, agora sim pública.. 


Nós registramos parte dessa reunião e aqui publicamos  um fragmento em vídeo  de 05 minutos com a Sra.  Sonia Barbosa discursando em defesa de vida e da moradia. dos moradores da sua região.  VEJA O VÍDEO.


                                                                                                                                Meu nome é Sonia, sou da região de Taipas. 
Estou aqui representando os moradores do Parque de Taipas, Vitória Régia e Pico do Jaraguá.


E a pergunta é a seguinte: Vocês falam ai em bolsa aluguel e casas em processos irregulares, eu queria dizer o seguinte: ta muito claro, demoro , dentro da ingenuidade do povo e do bom senso, pra todo mundo perceber que não seriam nem 1470 casas, nem dois mil e pouco, porque São Paulo é um local onde 70% das residências, pelo menos na periferia são irregulares.  Então nós queremos ''aproximadamente vinte mil residências que vão vão ser regulares. Esse é o primeiro passo. Isso é pra provar pra quem disse que nós somos ignorantes que dentro da nossa ignorância a gente consegue compreender alguma coisa. Que não preciso ter tanta cultura pra ter compreensão de como estão  sendo massacrado, e um processo de um RODOANEL a qualquer custo, a qualquer custo, a ''qualquer custo'' eu digo porque tinha outras opções de traçado e resolveram passar por cima das nossas cabeças, por sermos pobres, por sermos povo, por sermos humildes. E ta rolando muita grana.

Porr isso que eu queria dizer o que toda a poipulação do Parque de Taipas e lá do povo da periferia que tem vonta de dizer:Senhor governador tenha respeito pelo seu povo. tenha respeito pelo seu povo. 

Senhor prefeito Gilberto Kassab e s eus cinquenta e dois coroneis tenham respeito pelo seu povo.

Senhores da DERSA tenham respeito pelo povo.

Nós somos pessoas humildes, ignorantes, porém estamos longe de ser: dissimulados, hipócritas, e ai companheiros é o seguinte, ou a gente acorda ou vai dançar. Bolsa aluguel é ilusão, é mais uma vez melzinho na chupeta pra nos deixar no futuro desabrigados, mas não não somos mercadorias, nem objetos. Quremos um projeto de reassentamento digano na região onde moramos. Se RODOANEL é importante, se meio ambiente é importante, se a preservação do verde e da natureza é importante, onde é que fica o ser humano?

Eu me sinto uma cidadã vista pela DERSA  e por esses governantes de quinta categoria- desrespeitada, e além de tudo sou convocada por uma audiência pública onde no inicio tentam nos fazer escrever porque não querem nos ouvir. Nós não falamos bonito. Nós não sabemos fazer discurso de convencimento. Nós não sabemos fazer discurso que traga aquisição financeira pro bolso deles. Mas nós sabemos reivindicar. E nós sabemos que o ano que vem tem eleições. E nós não sabemos em quem nós não vamos votar. É isso ai, vamos lutar até a vitória. E a pergunta é a seguinte: Em que momento a DERSA se preocupou com o povo. A preimeira audiência pública foi em novembro e bem longe, bem longe que era pra população não vir, não seguir e de propósito porque ninguém se interessa em nos ouvir, ninguém...Se não não tivessemos nos organizado hoje e vindo pra cá a qualquer custo também não estariamos sendo ouvidos gente, e o que aconteceria é que daqui a pouco estará sendo efetivado esse processo do RODOANEL e, Deus sabe onde é que nós estariamos morando.

Então, pra quem faz o discurso, e ai aos deputados que estão preocupados com o futuro desse pais, com educação, saúde, moradia e quer passar o RODOANEL por cima da cabeça do povo é pura hipocresia e demagogia. Querem ver a gente no fundo do poço. Smos tratados como vermes.
Eu faço um discurso extremamemte irritado de quem ta a tanto tempo querendo falar com alguém e quem não é ouvido. E aqui eu estou expressando o que povo de Taipas e do traçado norte ta sentindo, é a indignação pelos senhores governantes e pela DERSA por não nos respeitarem..............


sábado, 30 de abril de 2011

Quem é dono da natureza?
Traduzido dos fragmentos publicados na revista Norsk Natur 10 (1), 1974, Oslo e United Nations. Enviroment Programme - Media Pack'76, por ROBERTO TAMARA.


Carta que o cacique Índio Seattle, da tribo Duwamish, do Estado de Washington, escreveu ao Presidente Franklin Pierce, dos Estados Unidos, em 1855, depois de o governo ter dado a entender que desejava adquirir o território da tribo. Ecologia é uma palavra nova, mas o raciocínio ecológico não foi criado pelos homens de hoje. Leiam e aprendam!

      "O Grande Chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O Grande Chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O Grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas - elas não empalidecem.


      Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é-nos estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.

       O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos das campinas, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.

      Portanto, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é para nós sagrada!

      Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d'água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.

      Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra e seu irmão - o céu como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.

      Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

      Não há um sequer lugar calmo nas cidades do homem branco: Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou recendendo a pinheiro.

      O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô 0 seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.

      Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que, (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.

      Deves ensinar teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao nosso país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos; que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se as homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

      De uma coisa sabemos: A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une família. Tudo está relacionado entre si.

      Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama de vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará. Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmo uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

      Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver. De uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia a descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que O podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por Ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu Criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continua poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios dejetos! Porém, ao parecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial; lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça. O fim da vida e o começo da luta para sobreviver.

      Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos pára o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos. E por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometeste. Lá, talvez possamos viver os nossos últimos dias conforme desejamos. Depois de o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas florestas e praias, porque nós as amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse! E com toda a tua força, o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nós ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é por Ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

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A população paulistana há tempo que já não aguenta mais viver sofrendo como sardinhas em lata dentro desses coletivos. Sem alternativa cidadãos de bem são obrigados a percorrer enlatados pela cidade percursos que se a pé fossem chegaria-se muito mais rápido....

Você já experimentou viajar nesses coletivos alguma vez, na hora do rush pra sentir o que sente a maior parte da população enlatada no ir e vir do trabalho ou voltando pra casa? Perdem mais tempo na viagem do que trabalhando.
Em São paulo é assim mesmo já estamos acostumados e achamos que também não adianta reclamar........., paga-se pela passagem mais cara do pais pra ser encoxado no aperto do interior do ônibus. Todo dia, todo santo dia, todo mundo espremido. Diz o próprio cobrador de um coletivo em certa viagem que fiz do Jd Pery ao Paissandu - bairro centro.O busão como sempre, lotado.

Tá tudo errado na cidade, esse modelo alternativo de transporte não funciona mais, a população até que tem demorado pra se manifestar contra esse caos. Falou o cobrador.

O problema é a logística.
A população em SP cresceu muito, já não cabe mais toda a população dentro dos coletivos oferecidos.
Falta por mais onibus na ruas. Mas se não cabem os que já tem como equacionar a questão?
As ruas são muito estreitas.

Analisando o fato penso que se o PIG -partido da imprensa golpista-rede globo-bandeirantes -tv cultura- rede tv- gazeta- revista veja- a folha do estado- o estado de são paulo- estadão, radio globo, cbn e outros- desse a mesma enfase do ''CAOS AÉREO'' na época da queda do avião da TAM ao problema do CAOS DO TRANSPORTE PÚBLICO em São Paulo como em todo o pais, muito poderia se caminhar melhor, nem que fosse pra que a população se interasse pela questão e se mobilizasse de forma mais participativa.

uma
Carros grandes com uma só pessoa. Pessoas que preferem ir de carro porque não tem transporte coletivo de qualidade.
As vias são muito estreitas. São estreitas porque a cidade cresceu, mas não desenvolveu. E agora não tem como voltar atraz.


A incompetência chegou ao ápice. O trabalhador que já não é bem remunerado, acaba ainda sendo humilhado além de caro ser a passagem. Antigamente o cartão ainda que durava mais horas, mas diminuiram o tempo, só que aumentaram o preço......reclama uma passageira.

domingo, 24 de abril de 2011

Responda: onde o DERSA deveria PASSAR o Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas.

A aproximação da noticia de inicio das obras do TRECHO NORTE DO RODOANEL na zona norte da capital paulista vem causando tormentos e a insatisfação popular entre moradores que estão na reta do perímetro tracional da carruagem do OBRA.


O RODOANEL VAI ALTERAR O CLIMA LOCAL, PROVOCAR MAIS ENCHENTES. VAI GERAR IMPACTO SOCIAL E AMBIENTAL

A sociedade atual, consumista e exasperada  está apenas olhando para o que chamam os cegos de: ''desenvolvimento''. Vêem no carro maior importância da vida. Defende o RODOANEL como mola propulsora da evolução local, mas deixa de olhar a riqueza que é o verdejante das matas...O que o rodoanel vai resolver

 Para o governo do estado de São Paulo e instituições variadas o RODOANEL é uma questão de sobrevivência da cidade paulista. ''O RODOANEL vai valorizar imóveis que hoje não valem mais que ''x'' . O transporte de cargas irá ser otimizado e a logística viária tende trazer ganhos e competitividade ás regiões que circundam o RODOANEL. Tudo é devido o RODOANEL. e bla bla bla bla bla.... devido ao RODOANEL. Os bairros terão melhora dos setores do comércio, e blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá.....do RODOANEL........ Eita povo que só pensa no carro, no caminhão, nas produções, no comércio.......

Mas, se a noticia da obra por um lado promete desenvolvimento,  por outro traz muita tristeza, medo e desentendimento chegando até a provocar depressão nas pessoas, cujas familias sofrerão de imediato o impacto social da obra com a perda de suas moradias pra servir de canteiro de obra.. 

Apesar de ainda não ter sido concedido LICENÇA AMBIENTAL para abertura de licitação da obra:  o PERYNEWS  no dia 16 de abril, 2011- flagrou serviços de introspecção e análises de solos em andamento pela empreiteira ' FUNDOSOLO'' -  no interior do PEC-  Veja o Vídeo
A empreiteira fazia analises e fundações justamente no trajeto preterido pelo DERSA. 

Governador, você esta caminhnado na contramão da história governador, querer passar o seu trator por cima, ou, por baixo ( que diferença faz ) de uma reserva ambiental.

 É o impacto social que demolirá vilas e patrimonios. É o impacto ambiental, que, se for tracionado em solos do PEC Parque Estadual da Cantareira - seja feito aéreos suspenso por pilaress, sejam túneis, certamente trará abalo irreversível e danoso ao meio ambiente local.